segunda-feira, 14 de setembro de 2026

GT3/GTE T12: Nahar Soubhia Escala o Pelotão e Vence a Penúltima Batalha do Campeonato em Monza

Largada em Monza


A Pé na Tábua TV abriu os trabalhos da quinta e penúltima etapa do campeonato GT3/GTE da Liga CBR, direto do lendário Templo da Velocidade: Monza. O clima sem previsão de chuva prometia uma corrida focada puramente na estratégia e na gestão dos bólidos. E, além da disputa acirrada, o paddock foi agitado com o anúncio de que a próxima temporada substituirá os carros GT3/GTE pela aclamada Porsche Cup, escolhida pela comunidade.

⏱️ Qualificação Surpreendente e Tensão no Grid

A sessão de 5 minutos de qualificação entregou surpresas. Rivanildo Novais voou baixo e cravou a pole position, seguido de perto pelo líder do campeonato, Wilton Américo, e Paulo Aurélio.

Enquanto isso, a decepção pairava sobre Nahar Soubhia. Com dificuldades em sua volta rápida, ele amargou a 15ª e última posição no grid. Parecia um desastre para quem disputa diretamente o título, mas a história da corrida estava apenas começando.

🚦 A Largada e a Dança das Estratégias

Logo após o apagar das luzes vermelhas, Paulo Aurélio tomou a liderança, impondo um ritmo fortíssimo e criando um duelo imediato com Wilton Américo. Wilton, que sofria com o acerto do carro e o ajuste do diferencial, teve que se desdobrar para manter o contato e segurar a segunda posição na primeira parte da prova.

No fundo do pelotão, Nahar Soubhia começou sua escalada. A maioria do grid optou pela estratégia padrão de duas paradas nos boxes, mas Nahar, a bordo do Aston GTE, arriscou tudo com uma tática arrojada de parada única. Precisando economizar combustível e borracha nas pesadas frenagens das chicanes de Monza, ele precisou ser perfeito.

O miolo do grid foi palco de batalhas intensas. Donato Júnior, após cair para o fundo do pelotão no início, mostrou extrema inteligência. Preso em um "trenzinho" com Harley e Juliano Maito, ele não se desesperou. Aguardou o momento certo e aplicou manobras seguras e duplas sobre seus oponentes, mostrando toda a sua experiência em corrida.

🏁 A Reta Final e a Glória de Nahar

O desenrolar da estratégia cobrou seu preço nos líderes que pararam duas vezes. Nas voltas finais, Nahar Soubhia assumiu a liderança e se manteve intocável, consolidando uma das maiores corridas de recuperação do campeonato. Cruzou a linha de chegada em 1º, levando consigo o bônus de Top Climber.

O drama, no entanto, ficou para a última volta. Rivanildo Novais, que fazia uma prova sólida em 3º, cometeu um erro na temida curva Parabólica. O deslize custou caro: Juliano Maito herdou a posição e completou o pódio, enquanto Donato Júnior assumiu o 4º lugar, empurrando o pole Rivanildo para 5º.

Wilton Américo, superando os problemas de setup, garantiu o 2º lugar. Já Paulo Aurélio viu sua corrida brilhante ser ofuscada por uma punição de 10 segundos, despencando para a 9ª posição no resultado final. Outro que sofreu com os desafios técnicos da pista foi Fábio Quadrado, que acabou passando reto nas chicanes.


🏆 Retrospectiva da Temporada: A Caminho da Grande Final

Chegamos à última página deste campeonato insano. Até aqui, a temporada GT3/GTE foi um sucesso.

Começamos com o domínio inicial da Full Pushing Racing em Hockenheim, mas o cenário mudou no asfalto castigado e debaixo de chuva em Sebring, onde a Drone Team 1 acordou e Nahar Soubhia venceu largando de último. Fomos para o limite absoluto no vácuo insano e punitivo de Daytona (Oval), onde José Trindade sobreviveu às bandeiras amarelas. Atravessamos o Equador até Córdoba, onde Wilton Américo sobrou na estratégia e assumiu a ponta do campeonato.

E agora, o "Milagre de Monza" colocou Nahar Soubhia de volta à caça do título em mais uma vitória partindo do fundo do grid.

Perspectivas para Londrina (E6): O Tira-Teima Final

O descarte dos piores resultados já foi aplicado na tabela. Wilton Américo (109 pontos) e Nahar Soubhia (101 pontos) estão separados por apenas 8 pontos. Donato Júnior corre logo atrás, com 97 pontos. Teremos um campeão inédito na Liga CBR na despedida dos carros GT3/GTE.

O circuito de Londrina será o palco do apagar das luzes. É uma pista estreita, travada, com áreas de escape mínimas e sem longas retas. A classificação será vital, as ultrapassagens serão um pesadelo e a escolha do modelo de carro — que ainda resta no arsenal de cada piloto — ditará o campeão.

Preparem-se, senhores. A Grande Final da Liga CBR GT3/GTE vai testar se os nervos de nossos líderes aguentam a pressão até o limite do asfalto!



sexta-feira, 11 de setembro de 2026

CBR CLASSICOS 1978: Duelo de Titãs em Hockenheim e Iuri Soares vence a primeira.

CBR Retrô Club: Duelo de Titãs e Sobrevivência em Hockenheim

A terceira etapa da Fórmula 1 de 1978 foi marcada por um início caótico e uma disputa brilhante pela vitória no clássico traçado alemão.

A Fórmula 1 de 1978 desembarcou nas longas retas pelas florestas do clássico circuito de Hockenheim para a terceira etapa do campeonato da CBR Retrô Club. A corrida foi um verdadeiro teste de sobrevivência e precisão, alternando entre um início marcado por acidentes e um nível técnico altíssimo na disputa pela liderança, comprovando mais uma vez que domar os carros no Automobilista 2 não é tarefa para qualquer um.

O Início e as Baixas Precoces

A corrida começou tumultuada. Logo na largada, incidentes em cadeia prejudicaram diversos pilotos e dizimaram o grid precocemente. Fernando Porteiro, Derlon Ice-Man e Rodrigo Ribeiro foram forçados a abandonar logo nos primeiros metros devido a colisões. A maré de azar também atingiu Luiz Mesquita e Cris Hofstatter — este último sofrendo danos severos na asa traseira de seu equipamento —, reduzindo drasticamente o pelotão de 14 para apenas 7 pilotos que efetivamente conseguiriam chegar ao fim do desafio alemão.

O Duelo pela Liderança: Yuri vs. Juan

Se o fundo do grid enfrentou o caos, a ponta entregou um espetáculo inesquecível. O grande destaque da noite foi a intensa batalha entre Yuri Soares e Juan Pablo Maineri. Juan havia conquistado a pole position com uma volta excepcional, mas Yuri deu o bote e assumiu a liderança logo no início, apesar de problemas na torre de cronometragem que confundiam a indicação das posições.

Durante a maior parte da prova, os dois protagonizaram um verdadeiro "duelo de titãs". Eles se alternaram na primeira posição com manobras precisas, limpas e em altíssima velocidade, trocando vácuo nas retas intermináveis de Hockenheim. A definição veio apenas nas paradas nos boxes: a estratégia e o exímio gerenciamento de pneus de Yuri Soares se mostraram ligeiramente superiores. Ele conseguiu abrir uma pequena, porém decisiva vantagem, cruzando a linha de chegada em primeiro e garantindo a vitória.

"Tanto Yuri quanto Juan destacaram o respeito mútuo nas pistas. Esse fair play elevou a qualidade da competição, tornando a disputa tão emocionante e imprevisível quanto uma prova real da década de 70."

A Batalha pelo Pódio e Demais Posições

Mais atrás, a constância recompensava os sobreviventes. Bruno Pagiola executou uma corrida cerebral de pura estratégia. Consciente de que seu equipamento não tinha o mesmo ritmo avassalador dos líderes, ele apostou no composto de pneus duros, eliminando a necessidade de parar nos boxes. Essa escolha certeira e a pilotagem livre de acidentes renderam a ele o terceiro lugar, fechando o pódio.

Logo atrás, William Rocha manteve um ritmo muito sólido e constante, assegurando a quarta posição, enquanto Renan Mendes, estreando na zona de pontuação, sobreviveu à confusão inicial para terminar no Top 5. Heron Ferreira foi premiado pela regularidade, somando seu primeiro ponto na sexta colocação. Por fim, Claudio Araujo, que vinha fazendo uma ótima prova e até rondou a briga pelo pódio, mas um erro no final da prova exigiu uma parada para reparos no box e concluiu em sétimo.

Resultado Oficial - GP de Hockenheim (Etapa 3)

Pos Piloto Veículo Tempo / Status Pontos
1Iuri SoaresLotus 7900:41:01.4079
2Juan Pablo MaineriLotus 79+5.1946
3Bruno PagiolaLotus 79+1:04.7394
4William RochaF-Retro Gen2+1:10.1743
5Renan MendesF-Retro Gen2+1:15.3142
6Heron FerreiraF-Retro Gen2+1 Volta1
7Claudio AraujoF-Retro Gen2Não terminou (V21)0
8Ale MaineriLotus 79Abandonou (V14)0
9Luis MesquitaF-Retro Gen2Abandonou (V3)0
10Rodrigo RibeiroF-Retro Gen2Abandonou (V3)0
11Cris HofstatterLotus 79Abandonou (V2)0
12Derlon Ice-ManBrabham BT49Abandonou (V1)0
13Fernando PorteiroBrabham BT46BAbandonou (V1)0
14Charles FavreF-Retro Gen2Abandonou (V1)0
🏁 Próxima etapa: Grande Prêmio de Osterreichring. O campeonato esquenta!

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Corujão T48: Domínio em Monza, Juan Pablo Maineri Conquista a Quinta Vitória Consecutiva na F3!

Largada em Monza

O Templo da Velocidade, no icônico circuito de Monza, foi o cenário da quinta etapa da Temporada T48 de Fórmula 3 na Liga CBR. Em uma corrida classificada pelo narrador como "visceral" e repleta de reviravoltas táticas, Juan Pablo Maineri reafirmou sua soberania ao conquistar sua quinta vitória consecutiva, mantendo 100% de aproveitamento na temporada e abrindo uma vantagem ainda maior no campeonato.


🚥 Largada Limpa e Estratégias Opostas

Diferente do receio inicial por conta do funil desafiador da Primeira Variante em pista fria, a largada foi surpreendentemente limpa. O pole position Juan Pablo Maineri tracionou bem, acompanhado de perto por Aldo Lopes e Alexandre Ramos na liderança do pelotão inicial.

Com um desgaste de pneus menor do que o antecipado para os monopostos de F3 em Monza, a estratégia de box dividiu o grid em duas filosofias opostas:

  • Aposta do Não-Stop: Pilotos como Will Rodrigues e Donato Junior arriscaram permanecer na pista sem realizar paradas obrigatórias, saltando para as primeiras colocações e incendiando a briga pelo pódio.
  • Gestão de Borracha: Juan Pablo Maineri executou seu plano com precisão cirúrgica, parando no momento exato e utilizando o ritmo de pneu novo para realizar uma ultrapassagem decisiva sobre Will Rodrigues e reassumir a ponta até a bandeirada.

💥 Tensão no Asfalto e Recuperações Notáveis

  • Donato Junior em Ação: Mesmo rodando duas vezes ao longo da prova, Donato demonstrou um ritmo impressionante de recuperação para escalar o grid e cruzar a linha de chegada em terceiro lugar (herdando a vice-liderança oficial da etapa nos pontos base).
  • Duelos Roda a Roda: Patrick Duarte e William Rocha protagonizaram disputas acirradas e toques tensos ao longo dos setores de alta velocidade. William Rocha acabou sofrendo uma punição desportiva de 1 ponto pós-prova.
  • Avarias e Baixas: Alexandre Ramos enfrentou contratempos técnicos em seu equipamento que minaram seu ritmo inicial, terminando no 5º lugar. A prova também registrou abandonos importantes, como os de Gabriel Silva e Fabiano Sartori.

🏆 Resultado Final — GP de Monza (Etapa 05)

Pos Piloto Equipe Pts Base Bônus Total Pts
01 Juan Pablo Maineri Holiver Team 25 7 32
02 Donato Junior Drone Team 1 22 5 27
03 Will Rodrigues Figueirense 20 3 23
04 Aldo Lopes Laika Brasil 2 18 5 23
05 Alexandre Ramos ARR Team 15 4 19

📊 Panorama do Campeonato com Descartes

Com a aplicação da regra de descarte (que elimina a pior pontuação base do piloto, mas preserva integralmente todos os pontos bônus de livetime e servidor), o campeonato entra em sua fase decisiva com os seguintes números:

  • Pilotos: Juan Pablo lidera de forma absoluta com 131 pontos líquidos. Donato Junior consolida a vice-liderança geral com 100 pontos líquidos, enquanto Algrans Junior (84 pts) e William Rocha (81 pts) completam o grupo dos quatro primeiros.
  • Construtores: A Holiver Team amplia sua margem na ponta da tabela de equipes com 262 pontos acumulados, seguida pela Drone Team 1 (179 pts) e pela Laika Brasil (112 pts). A equipe Figueirense foi o grande destaque da etapa, somando 38 pontos no GP e saltando para a 4ª colocação geral.

A grande decisão do campeonato da Fórmula 3 acontecerá na aguardada etapa noturna de Singapura, onde as barreiras de proteção coladas e a iluminação artificial prometem testar até o último limite dos finalistas da Liga CBR!

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

MCR 2000: Voo Perfeito no Galeão, Nahar Domina e Prepara Palco para a Grande Final em Monza

 

Nahar abrindo vantagem na corrida


A quinta e penúltima etapa do MCR2000 T2 desembarcou no Rio de Janeiro para um desafio atípico: o circuito improvisado do Aeroporto do Galeão. O traçado exigiu o máximo dos pilotos da Liga CBR, cobrando um preço alto pela falta de referências visuais de frenagem, pelas retas de largura excessiva que se afunilavam subitamente em curvas perigosas e pela variação traiçoeira no tipo de asfalto.

O Desafio do Galeão: Concreto, Chuva e Soberania

Apesar das armadilhas da pista, a equipe Drone voltou a impor um ritmo avassalador, ocupando as posições de ponta desde o início. Após o abandono forçado por queda de conexão na etapa anterior, Nahar Soubhia retornou ao grid com sede de vitória. O líder do campeonato teve uma atuação impecável, largando da pole position e liderando de ponta a ponta, sem sofrer qualquer ameaça real dos adversários.

A tensão da corrida, no entanto, ficou guardada para os momentos finais. Uma chuva leve começou a cair sobre o Galeão, transformando o asfalto irregular e cheio de emendas do aeroporto em uma verdadeira pista de patinação, o que exigiu extrema cautela dos ponteiros para levar os carros até a bandeirada.

O pódio refletiu com exatidão a hierarquia atual da tabela: Fábio Quadrado (Drone Team 2) manteve sua impressionante regularidade e cruzou em segundo, seguido pelo atual campeão Iuri Soares (FTR), que fechou o top 3. A corrida ainda marcou a desclassificação precoce de Leandro Kiazer (Laika Brasil), limado da prova logo na segunda volta.

Retrospectiva MCR2000 T2: A Construção de um Domínio

Para entender o peso da final que se aproxima, é preciso olhar para o caminho percorrido até aqui. A Temporada 2 tem sido uma narrativa de hegemonia, resistência e reviravoltas pontuais:

  • Round 1 (Indianápolis): O campeonato abriu com um verdadeiro cartão de visitas da Equipe Drone. Aproveitando a ausência de Iuri Soares, Nahar Soubhia ditou o ritmo e liderou um 1-2-3 espetacular para a equipe laranja e preta.

  • Round 2 (Santa Cruz): Sob um temporal que transformou a pista em "sabão", a sobrevivência falou mais alto que a velocidade pura. Nahar venceu novamente, mas a etapa marcou o retorno feroz de Iuri Soares, que fez corrida de recuperação para chegar em segundo.

  • Round 3 (Buenos Aires): O auge do domínio. A Drone fez história na Liga CBR ao emplacar os quatro primeiros colocados (Nahar, Fábio Quadrado, Wilton Américo e Harley Eagler), cravando a terceira vitória consecutiva do líder.

  • Round 4 (Velocitta): A etapa da reviravolta. Em uma corrida alucinante, quedas dramáticas de servidor tiraram Nahar e Fábio Quadrado da disputa. Iuri Soares sobreviveu ao caos, travou um duelo intenso e venceu, reabrindo a briga pelo título.

  • Round 5 (Galeão): A redenção de Nahar, que anotou "barba, cabelo e bigode" (pole, melhor volta e vitória), estabilizando sua liderança e consolidando o título antecipado de construtores para a Drone Team 1.

Expectativas para Monza: O Templo da Velocidade Definirá o Campeão

Agora, todas as atenções se voltam para a Itália. O lendário circuito de Monza será o palco da sexta e última etapa da temporada. Conhecido como o "Templo da Velocidade", o traçado italiano é famoso por suas longas retas, fortes frenagens e pelo uso intenso do vácuo — um fator que tradicionalmente embaralha o pelotão e impede fugas fáceis dos líderes.

Com a matemática dos descartes aplicada, Nahar Soubhia chega à final como o grande favorito, ostentando 130 pontos. No entanto, o vice-líder Fábio Quadrado (113 pontos) e o terceiro colocado Iuri Soares (106 pontos) ainda têm chances matemáticas e prometem ir para o tudo ou nada na pista italiana.

Nahar precisa apenas administrar a vantagem e evitar incidentes na temida primeira chicane (Rettifilo). Mas, como o Velocitta provou recentemente, no automobilismo virtual, a bandeira quadriculada é a única garantia absoluta. A decisão está em aberto!