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| Nahar abrindo vantagem na corrida |
A quinta e penúltima etapa do MCR2000 T2 desembarcou no Rio de Janeiro para um desafio atípico: o circuito improvisado do Aeroporto do Galeão. O traçado exigiu o máximo dos pilotos da Liga CBR, cobrando um preço alto pela falta de referências visuais de frenagem, pelas retas de largura excessiva que se afunilavam subitamente em curvas perigosas e pela variação traiçoeira no tipo de asfalto.
O Desafio do Galeão: Concreto, Chuva e Soberania
Apesar das armadilhas da pista, a equipe Drone voltou a impor um ritmo avassalador, ocupando as posições de ponta desde o início. Após o abandono forçado por queda de conexão na etapa anterior, Nahar Soubhia retornou ao grid com sede de vitória. O líder do campeonato teve uma atuação impecável, largando da pole position e liderando de ponta a ponta, sem sofrer qualquer ameaça real dos adversários.
A tensão da corrida, no entanto, ficou guardada para os momentos finais. Uma chuva leve começou a cair sobre o Galeão, transformando o asfalto irregular e cheio de emendas do aeroporto em uma verdadeira pista de patinação, o que exigiu extrema cautela dos ponteiros para levar os carros até a bandeirada.
O pódio refletiu com exatidão a hierarquia atual da tabela: Fábio Quadrado (Drone Team 2) manteve sua impressionante regularidade e cruzou em segundo, seguido pelo atual campeão Iuri Soares (FTR), que fechou o top 3. A corrida ainda marcou a desclassificação precoce de Leandro Kiazer (Laika Brasil), limado da prova logo na segunda volta.
Retrospectiva MCR2000 T2: A Construção de um Domínio
Para entender o peso da final que se aproxima, é preciso olhar para o caminho percorrido até aqui. A Temporada 2 tem sido uma narrativa de hegemonia, resistência e reviravoltas pontuais:
Round 1 (Indianápolis): O campeonato abriu com um verdadeiro cartão de visitas da Equipe Drone. Aproveitando a ausência de Iuri Soares, Nahar Soubhia ditou o ritmo e liderou um 1-2-3 espetacular para a equipe laranja e preta.
Round 2 (Santa Cruz): Sob um temporal que transformou a pista em "sabão", a sobrevivência falou mais alto que a velocidade pura. Nahar venceu novamente, mas a etapa marcou o retorno feroz de Iuri Soares, que fez corrida de recuperação para chegar em segundo.
Round 3 (Buenos Aires): O auge do domínio. A Drone fez história na Liga CBR ao emplacar os quatro primeiros colocados (Nahar, Fábio Quadrado, Wilton Américo e Harley Eagler), cravando a terceira vitória consecutiva do líder.
Round 4 (Velocitta): A etapa da reviravolta. Em uma corrida alucinante, quedas dramáticas de servidor tiraram Nahar e Fábio Quadrado da disputa. Iuri Soares sobreviveu ao caos, travou um duelo intenso e venceu, reabrindo a briga pelo título.
Round 5 (Galeão): A redenção de Nahar, que anotou "barba, cabelo e bigode" (pole, melhor volta e vitória), estabilizando sua liderança e consolidando o título antecipado de construtores para a Drone Team 1.
Expectativas para Monza: O Templo da Velocidade Definirá o Campeão
Agora, todas as atenções se voltam para a Itália. O lendário circuito de Monza será o palco da sexta e última etapa da temporada. Conhecido como o "Templo da Velocidade", o traçado italiano é famoso por suas longas retas, fortes frenagens e pelo uso intenso do vácuo — um fator que tradicionalmente embaralha o pelotão e impede fugas fáceis dos líderes.
Com a matemática dos descartes aplicada, Nahar Soubhia chega à final como o grande favorito, ostentando 130 pontos. No entanto, o vice-líder Fábio Quadrado (113 pontos) e o terceiro colocado Iuri Soares (106 pontos) ainda têm chances matemáticas e prometem ir para o tudo ou nada na pista italiana.
Nahar precisa apenas administrar a vantagem e evitar incidentes na temida primeira chicane (Rettifilo). Mas, como o Velocitta provou recentemente, no automobilismo virtual, a bandeira quadriculada é a única garantia absoluta. A decisão está em aberto!
