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| Largada em Monza |
A Pé na Tábua TV abriu os trabalhos da quinta e penúltima etapa do campeonato GT3/GTE da Liga CBR, direto do lendário Templo da Velocidade: Monza. O clima sem previsão de chuva prometia uma corrida focada puramente na estratégia e na gestão dos bólidos. E, além da disputa acirrada, o paddock foi agitado com o anúncio de que a próxima temporada substituirá os carros GT3/GTE pela aclamada Porsche Cup, escolhida pela comunidade.
⏱️ Qualificação Surpreendente e Tensão no Grid
A sessão de 5 minutos de qualificação entregou surpresas. Rivanildo Novais voou baixo e cravou a pole position, seguido de perto pelo líder do campeonato, Wilton Américo, e Paulo Aurélio.
Enquanto isso, a decepção pairava sobre Nahar Soubhia. Com dificuldades em sua volta rápida, ele amargou a 15ª e última posição no grid. Parecia um desastre para quem disputa diretamente o título, mas a história da corrida estava apenas começando.
🚦 A Largada e a Dança das Estratégias
Logo após o apagar das luzes vermelhas, Paulo Aurélio tomou a liderança, impondo um ritmo fortíssimo e criando um duelo imediato com Wilton Américo. Wilton, que sofria com o acerto do carro e o ajuste do diferencial, teve que se desdobrar para manter o contato e segurar a segunda posição na primeira parte da prova.
No fundo do pelotão, Nahar Soubhia começou sua escalada. A maioria do grid optou pela estratégia padrão de duas paradas nos boxes, mas Nahar, a bordo do Aston GTE, arriscou tudo com uma tática arrojada de parada única. Precisando economizar combustível e borracha nas pesadas frenagens das chicanes de Monza, ele precisou ser perfeito.
O miolo do grid foi palco de batalhas intensas. Donato Júnior, após cair para o fundo do pelotão no início, mostrou extrema inteligência. Preso em um "trenzinho" com Harley e Juliano Maito, ele não se desesperou. Aguardou o momento certo e aplicou manobras seguras e duplas sobre seus oponentes, mostrando toda a sua experiência em corrida.
🏁 A Reta Final e a Glória de Nahar
O desenrolar da estratégia cobrou seu preço nos líderes que pararam duas vezes. Nas voltas finais, Nahar Soubhia assumiu a liderança e se manteve intocável, consolidando uma das maiores corridas de recuperação do campeonato. Cruzou a linha de chegada em 1º, levando consigo o bônus de Top Climber.
O drama, no entanto, ficou para a última volta. Rivanildo Novais, que fazia uma prova sólida em 3º, cometeu um erro na temida curva Parabólica. O deslize custou caro: Juliano Maito herdou a posição e completou o pódio, enquanto Donato Júnior assumiu o 4º lugar, empurrando o pole Rivanildo para 5º.
Wilton Américo, superando os problemas de setup, garantiu o 2º lugar. Já Paulo Aurélio viu sua corrida brilhante ser ofuscada por uma punição de 10 segundos, despencando para a 9ª posição no resultado final. Outro que sofreu com os desafios técnicos da pista foi Fábio Quadrado, que acabou passando reto nas chicanes.
🏆 Retrospectiva da Temporada: A Caminho da Grande Final
Chegamos à última página deste campeonato insano. Até aqui, a temporada GT3/GTE foi um sucesso.
Começamos com o domínio inicial da Full Pushing Racing em Hockenheim, mas o cenário mudou no asfalto castigado e debaixo de chuva em Sebring, onde a Drone Team 1 acordou e Nahar Soubhia venceu largando de último. Fomos para o limite absoluto no vácuo insano e punitivo de Daytona (Oval), onde José Trindade sobreviveu às bandeiras amarelas. Atravessamos o Equador até Córdoba, onde Wilton Américo sobrou na estratégia e assumiu a ponta do campeonato.
E agora, o "Milagre de Monza" colocou Nahar Soubhia de volta à caça do título em mais uma vitória partindo do fundo do grid.
Perspectivas para Londrina (E6): O Tira-Teima Final
O descarte dos piores resultados já foi aplicado na tabela. Wilton Américo (109 pontos) e Nahar Soubhia (101 pontos) estão separados por apenas 8 pontos. Donato Júnior corre logo atrás, com 97 pontos. Teremos um campeão inédito na Liga CBR na despedida dos carros GT3/GTE.
O circuito de Londrina será o palco do apagar das luzes. É uma pista estreita, travada, com áreas de escape mínimas e sem longas retas. A classificação será vital, as ultrapassagens serão um pesadelo e a escolha do modelo de carro — que ainda resta no arsenal de cada piloto — ditará o campeão.
Preparem-se, senhores. A Grande Final da Liga CBR GT3/GTE vai testar se os nervos de nossos líderes aguentam a pressão até o limite do asfalto!

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